
Carlos Drummond de Andrade nasceu em 31 de outubro de 1902, na cidade mineira de Itabira. Filho de Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade, começou a escrever cedo. No seu primeiro colégio, o Grupo Escolar Coronel José Batista, os professores elogiavam seus textos.
A partir dos 13 anos, trabalhou como caixeiro na casa comercial Randolfo Martins da Costa. Também participava do Grêmio Dramático e Literário Artur Azevedo, e logo foi convidado a ministrar palestras sobre literatura.
Com 14 anos, foi mandado a um internato em Belo Horizonte, aonde adoece. Ele volta a Itabira e, para não perder o ano escolar, toma aulas particulares. No ano seguinte, é matriculado no colégio interno Anchieta, da Companhia de Jesus, na cidade de Nova Friburgo. Aos 17 anos, discute com seu professor de português e é expulso do colégio.
Em 1920, sua família se muda para Belo Horizonte. A partir de então, seus trabalhos passam a ser publicados no jornal "Diário de Minas", e Drummond passa a conversar com escritores e políticos mineiros freqüentemente, no Café Estrela e na Livraria Alves.
Dois anos depois, Drummond recebe um prêmio de 50 mil réis pelo conto "Joaquim do Telhado", e começa a publicar seus trabalhos no Rio de Janeiro, a então capital federal. Apesar de ser bem sucedido na carreira literária, matricula-se na Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte no ano de 1923. Em 1925 ele se casa com Dolores Dutra de Morais e volta para Itabira, trabalhando como professor de geografia e português no Ginásio Sul-Americano.
No ano seguinte foi chamado para se tornar redator do Diário de Minas, então retornou a Belo Horizonte. 1928 foi um ano marcante na vida do poeta. Seu poema "No Meio do Caminho" foi publicado na Revista de Antropofagia, em São Paulo, e se tornou um escândalo literário. Nesse mesmo ano nasceu sua filha, Maria Julieta. Além disso, ele foi trabalhar na Secretaria de Educação de Minas Gerais. A partir dessa data, Drummond ocupou vários cargos públicos ligados à Educação e Cultura de Minas Gerais, além de trabalhar nos principais jornais de Minas e Rio de Janeiro e publicar suas poesias.
Em 1942, suas poesias passam a ser editadas e publicadas pela Editora José Olympio. Após 41 anos, Drummond foi para a Editora Record (em 1982). A partir de então, Drummond se tornou um dos mais conhecidos autores brasileiros, e teve suas poesias e crônicas traduzidas em diversas línguas. Sua poesia "A Vida é Grande" foi exposta no metrô de Paris.
Em 5 de agosto de 1987 Julieta, filha de Drummond, morre. 12 dias depois, em 17 de agosto, Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas brasileiros, morre.